A Quercus salientou hoje que o recurso a espécies florestais não autóctones, nomeadamente árvores de crescimento rápido e exóticas, tem contribuído para o agravamento dos problemas ambientais, especialmente ao nível da erosão dos solos, da propagação dos incêndios e da perda de biodiversidade. A escassez das espécies autóctones com importância económica restringe o sector de produção de madeiras nobres e de derivados diversos.À margem do Dia da Floresta Autóctone, que se assinala hoje, a associação ambientalista sublinhou num comunicado que esta data é “uma oportunidade para repensar o futuro e dar um lugar de maior relevo às nossas espécies”, pelo que “deveria haver um maior cuidado na preservação dos bosques remanescentes de floresta autóctone", e que "espécies mais raras e ameaçadas deveriam ser alvo de legislação específica, com vista à sua conservação". A Quercus considera que esta data, por ser mais favorável a acções de sementeira ou plantação de árvores, é uma boa alternativa ao Dia Mundial da Floresta, assinalado a 21 de Março, inicialmente instituído para os países do Norte da Europa. Com vista à promoção da Floresta Autóctone, a Quercus tem a decorrer desde 2008 o projecto “Criar bosques, conservar a biodiversidade”.Trata-se de uma iniciativa que visa conservar, criar e cuidar de bosques com espécies autóctones, potenciando as diversas valências que estes encerram, através de acções de manutenção e recuperação da floresta original.

http://maps.grida.no/go/graphic/the-world-is-losing-20000-ha-of-forest-a-day
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