A obra do escultor Canto da Maia, da qual uma retrospectiva antológica vai ser exibida em Madrid, em Novembro, no âmbito da VII Mostra Portuguesa em Espanha, pode, tal como toda uma geração de escultores modernistas portugueses da 1ª metade do século XX, estar «muito conotada com uma arte encomendada pelo Estado Novo», mas desde que há 19 anos uma grande exposição na Galeria de Pintura do Rei D. Luís, em Lisboa, o actualizou, a sua produção passou a ser olhada «como registo da máxima modernidade artística na área específica da Escultura», diz o crítico e curador de arte Paulo Henriques.